Mostras

As mostras da SEDA têm como objetivo a circulação e exibição de obras audiovisuais independentes.

Elas serão realizadas  do dia 11 ao 15 de junho. No horário de 21:00, no Alameda (Rua Morais e Castro, 300. Alto dos Passos)

Dia 12 – terça

Brega S/A (2009)

21:00 – Alameda (Rua Morais e Castro, 300. Alto dos Passos)

Direção: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho
Sinopse: Gravado entre os anos de 2006 e 2009, o documentário Brega S/A fala sobre a cena tecnobrega de Belém do Pará. Feito por artistas pobres, gravado em estúdios de fundo de quintal e com relações profundas com a pirataria e a informalidade, o tecnobrega é a trilha sonora da periferia da cidade, uma espécie de adaptação digital da música romântica dos anos 70 e 80.

No filme, vemos qual a relação entre o tecnobrega e a popularização da tecnologia a partir do final da década de 90, bem como a maneira como esse estilo musical se associou à pirataria para criar uma rede de distribuição alternativa ao modelo proposto pelas grandes gravadoras.

Entre os principais personagens estão o MC de tecnobrega Marcos Maderito, o “Garoto Alucinado”; DJ Maluquinho, uma espécie de Iggy Pop brega da periferia de Belém; e os DJs Dinho, Ellysson e Juninho, ídolos das aparelhagens, enormes sistemas de som que realizam festas itinerantes pelos bairros mais pobres da cidade.

Veiculado na MTV Brasil (out/2009)
Realizado sem patrocínio

Sessão comentada pelo professor Alfredo Suppia

Dia 13 – quarta

Diário de uma busca (2010)

21:00 – Alameda (Rua Morais e Castro, 300. Alto dos Passos)

Direção: Flávia Castro
Sinopse: Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista, onde entrou a força. A polícia sustenta que se trata de um suicídio. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme que decide reconstruir a história da vida e da morte do homem singular que foi o seu pai.

É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. O resultado é um documentário poderoso e comovente que combina magistralmente a intriga policial, os testemunhos de familiares e companheiros e o relato na primeira pessoa de uma infância vivida entre o exílio e a luta armada.

As vozes imbricadas de Celso (de suas cartas) e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.

Dia 14 – quinta

Ardor Irresístível (2010)

21:00 – Alameda (Rua Morais e Castro, 300. Alto dos Passos)

Direção: Ava Rocha
Sinopse:  Durante o ano de 2007, o grupo Teatro Oficina preparou em Canudos-BA, cenário onde a guerra histórica ocorrera, a apresentação do espetáculo “Os Sertões” com a saga integral de 5 ciclos. A diretora Ava Gaitán Rocha aproveitou-se de sua intimidade com o grupo (chegou a ser atriz e cantar na peça), e deste evento único no teatro contemporâneo, para realizar o documentário experimental Ardor Irresistível. Registrou as movimentações na cidade, a montagem da tenda/palco e a encenação propriamente dita. Capturou o movimento dos corpos e cânticos tão expressivos da peça e a inserção do povo sertanejo nela, juntando-os a uma forma de reconstituição de época da guerra histórica para realizar um documentário poético onde passado e presente se embricam – a cidade resguardaria a cicatriz desta guerra que a peça invoca e transforma em monumento. (por Pedro Henrique Ferreira).

Ava a é filha mais nova de Glauber, e também uma boa diretora de cinema, tendo produzido, entre outros, um curta que gosto muito, “Dramática“. A partir do show surgiu uma amizade e algumas noitadas de música e vinho em seu apartamento. Ava Rocha tem uma voz incrível, que uma vez num release chamei de “alucinante”. Quem revelou isso pro mundo foi Zé Celso na montagem d´Os Sertões. Ela entrava cantando a capella a canção “Luar do Sertão”, do Catulo da Paixão Cearense, numa cena de uma das partes do espetáculo. (por solnagargantadofuturo)

Sessão comentada pela professora Alessandra Brum

Dia 15 – sexta

As Canções

21:00 – Alameda (Rua Morais e Castro, 300. Alto dos Passos)


Direção: Eduardo Coutinho
Sinopse: Quem nunca se lembrou de alguém ou de alguma situação vivida quando uma certa música começou a tocar no rádio? Com certeza a MPB marca a vida de muitas pessoas de diversas formas. Foi pensando nisso que Eduardo Coutinho produziu o documentário As Canções. Nas ruas do Rio de Janeiro, em anúncios de jornais e pela internet o cineasta entrevistou pessoas e selecionou 18 histórias para compor o longa-metragem. 18 pessoas comundo, de 22 a 82 anos, que olharam para a câmera, cantaram as letras que marcaram de alguma forma suas vidas e compartilharam suas histórias. Entre as trilhas que fazem parte do filme, claro que não poderia faltar Roberto Carlos, Vinícius de Moraes, Noel Rosa, entre outros.

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Um pensamento sobre “Mostras

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